Investigação

Com o intuito de contribuir cada vez mais para a qualidade de intervenção dos nossos treinadores, o departamento de formação da FPC abriu esta secção com o objectivo de dar a conhecer vários recursos online de procura e consulta de artigos científicos. Nesta irão ser sugeridos mensalmente 2 artigos para leitura, um ligado ao treino específico na Canoagem e outro ao treino de uma forma geral.
Esta iniciativa tem como objectivo inicial a criação de hábitos de pesquisa de artigos científicos que de alguma forma possam fundamentar melhor a prática diária dos treinadores. Desta forma pensamos estar a contribuir para que todos os treinadores desenvolvam a sua prática de uma forma mais sustentada e reflectida deixando de parte o empirismo.
Como objectivo final, e dentro da concepção que cada treinador tem do treino, esperamos que a aquisição de novos conhecimentos traga alterações benéficas para a sua intervenção, quer a nível da selecção de métodos e meios de treino quer a nível do planeamento e organização do mesmo.
Para tal, deixamos alguns recursos online que podem ser utilizados de forma gratuita (ainda que alguns artigos possam ter de ser pagos).
Existem um número muito elevado de periódicos, publicações e motores de busca online. Em baixo constam alguns que podem ser consultados de forma gratuita. Cada um deles tem um funcionamento próprio mas todos contêm um vasto conhecimento ao alcance de qualquer um de nós.
Cada vez mais as edições online são utilizadas e referenciadas. A quantidade de informação disponível é praticamente infindável, pelo que caberá a cada um seleccionar o que de bom estes recursos têm para oferecer.

ARTIGOS 2007

Para ter acesso a todos os artigos sugeridos ao longo de 2007, clique no link: Artigos 2007.

ARTIGOS 2008

Para ter acesso a todos os artigos sugeridos ao longo de 2008, clique no link: Artigos 2008.

 


Janeiro

Krupnick JE, Cox RD, Summers RL. (1998). Injuries sustained during competitive white-water paddling: a survey of athletes in the 1996 Olympic trials. Wilderness Environ Med; 9(1): 14-8.
Este mês é dedicado às Águas Bravas. O artigo é dedicado à prevalência de lesões no Slalom. São descritas as várias lesões bem como a sua de incidência dos atletas presentes nos Jogos Olímpicos de Atlanta. Um trabalho único na área e especialidade.

Fevereiro

Bishop D, Bonetti D & Dawson B (2002). The influence of pacing strategy on VO2 and supramaximal kayak performance. Med Sci Sports Exerc, 34(6): 1041-7.
A construção de uma estratégia de prova nas competições de Regatas em Linha é uma das preocupações dos treinadores e atletas na busca de melhores resultados. O estudo apresentado investiga os efeitos da manipulação da estratégia no VO2 e na performance em kayak ergómetro, em atletas treinados, num teste de 2 minutos. Os resultados obtidos e conclusões dos autores poderão ser bastante interessantes.

Março

Liow DK & Hopkins WG (2003). Velocity specificity of weight training for kayak sprint performance. Med Sci Sports Exerc; 35(7): 1232-7.
O treino de força é constantemente usado na preparação desportiva de canoístas. Porém, a sua efectividade ainda é dúbia. O estudo apresentado investigou o recurso a métodos de treino de força com velocidade de execução lenta e explosiva. A análise dos resultados levou os autores a concluir que os vários métodos de treino de força testados são eficazes, se tivermos em conta os diferentes momentos de competição. Estas conclusões poderão dar-nos indicações sobre as prioridades a estabelecer para o treino da força.

Abril

Zamparo P, Tomadini S, Didonè F, Grazzina F, Rejc E, Capelli C (2006). Bioenergetics of a slalom kayak (k1) competition. Int J Sports Med; 27(7): 546-52.
O objectivo deste estudo foi (i) determinar o balanço energético duma prova de Slalom em K1 e (ii) comparar os dados, dos mesmo sujeitos, com os dados obtidos num percurso em águas lisas com a mesma duração. A análise dos dados sugere implicações ao nível do treino cardiovascular sem tirar ênfase ao treino técnico de aquisição de habilidades básicas.    

Maio

van Someren KA, Palmer GS. Prediction of 200-m sprint kayaking performance. Can J Appl Physiol; 28(4): 505-17.
Apesar de não serem muitos comuns, alguns estudos começam a debruçar-se sobre os 200m da Canoagem. O objectivo deste estudo foi tentar identificar características específicas dos especialistas em 200m, quer fisiológicas quer antropométricas e tentar perceber a sua implicação na performance.

Junho

Hagemann G, Rijke AM, Mars M. (2004). Shoulder pathoanatomy in marathon kayakers. Br J Sports Med; 38(4): 413-7.
O estudo tem como objectivo determinar a prevalência de lesões e sua relação no ombro do canoísta maratonista, bem como identificar factores para uma predisposição deste tipo de lesões.

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Julho

Hunter A, Cochrane J, Sachlikidis A. (2008). Canoe slalom competition analysis. Sports Biomech; 7(1): 24-37.

Hunter A, Cochrane J, Sachlikidis A. (2007). Canoe slalom--competition analysis reliability. Sports Biomech; 6(2): 155-70.

O primeiro artigo faz uma análise de uma competição de Slalom, tentando identificar diferenças entre 2 grupos de sujeitos, diferenciando-os pelo nível competitivo e estratégia de prova.
O segundo artigo estuda a fiabilidade deste tipo de análise das provas de Slalom.

Agosto

Jacob S. Michael (2008). The metabolic demands of kayaking: a review. Journal of Sports Science and Medicine; 7: 1-7.

A investigação tem mostrado que as provas de Canoagem na velocidade têm um misto de elevadas exigências aeróbias e anaeróbias, tanto nos 500 como nos 1000m. Este artigo surge da necessidade de compilar toda a investigação feita a este nível, após o aparecimento de investigações mais recentes.

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Setembro

Liu TC, Liu YY, Lee SD, Huang CY, Chien KY, Cheng IS, Lin CY, Kuo CH. (2008). Effects of short-term detraining on measures of obesity and glucose tolerance in elite athletes. J Sports Sci; 26 (9): 919-25.

Coincidindo com o final da época, o artigo não poderia vir mais a propósito. Este, debruça-se sobre os efeitos do destreino na composição corporal e na sensibilidade insulínica que poderão ocorrer na fase de transição de uma época para outra. O estudo usa como amostra 16 canoístas de elite.

 

Outubro

Barry R Ridge, Elizabeth Broad, Deborah A Kerr, Timothy R Ackland (2007). Morphological characteristics of Olympic slalom canoe and kayak paddlers. Eur J Sport Sci; 7 (2): 107-113

Tal como foi sugerido para os atletas de Águas Lisas, sugerimos agora um artigo que procura identificar e estudar as características únicas os atletas de Slalom. Para a realização do estudo foram estudados 43 atletas (31 masculinos e 12 femininos) que foram apurados para os Jogos Olímpicos de Sidney em 2000.

 

Novembro

Canoe Hellas. Shoulder Impingement Syndrome in Canoe-Kayak athletes [online: www.canoehellas.gr]

Este mês sugerimos um artigo publicado on-line pela Associação Grega de Treinadores de Canoagem. O artigo discorre acerca do síndroma do ombro doloroso típico do canoísta. Já no livro editado pela FPC – Metodologia do Treino Desportivo – foi dedicado um capítulo a este tema de fundamental importância na prevenção de lesões, que poderem levar a um abandono precoce da carreira desportiva.

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Dezembro

P du Toit, G Sole, P Bowerbank, T D Noakes (1999). Incidence and causes of tenosynovitis of the wrist extensors in long distance paddle canoeists. British journal of sports medicine; 33 (2: 105-9.

Para terminar o ano de 2008 e dando seguimento ao artigo do mês passado, sugerimos um artigo que investida a incidência e principais causas de lesões nos músculos do antebraço do canoístas de longa distância. Apesar dos sujeitos em causa serem maratonistas, os resultados encontrados podem muito bem ser extensíveis a todos os canoístas que treinam em águas lisas.

 
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