José Ramalho, Sérgio Maciel, Adriano Conceição, Marco Oliveira, Tiago Henriques, João Silva e Gonçalo Garcia estão na China para representar Portugal no Campeonato do Mundo de Maratona, que vai decorrer, entre quinta-feira e domingo, em Shaoxing. Os atletas estão acompanhados pelo Selecionador Nacional, Rui Câncio, que aponta ao objectivo da conquista de, “pelo menos, duas medalhas”.
Em declarações ao site da Federação Portuguesa de Canoagem, Rui Câncio lembra que, além de José Ramalho e Sérgio Maciel, medalha de prata no Europeu de 2019, a Equipa Nacional inclui o júnior Marco Oliveira e o sub-23 Adriano Conceição, medalhas de bronze no Campeonato da Europa de Maratona deste ano, disputado em França. “Vamos levar três atletas medalhados e o José Ramalho, que é a figura de proa da Seleção. Teve um mau Europeu, mas todos esperamos que se redima e faça um bom Mundial”, transmite.
A ambição é grande, mas Rui Câncio sabe que “o nível dos Mundiais é bem superior aos Europeus”, informando, ainda, que “no caso das canoas são sempre mais ou menos os mesmos”. “Nos sub-23, o figurino dos adversários é que muda bastante”, revela o Selecionador Nacional, antes de confirmar que “o percurso é bastante atípico”, mas, sublinha, “é igual para todos”. “Viemos com algum tempo de antecedência para fazermos a adaptação ao fuso horário e à climatização, principalmente à humidade”, assume.
Vice-presidente da Federação Portuguesa de Canoagem e responsável pela “pasta” da Maratona, Sérgio Ferreira acredita no valor dos canoístas lusos presentes na China, embora opte por uma postura mais cautelosa quando a conversa anda à volta das medalhas. “Definir um objetivo de medalhas em Mundiais é complicado”, afirma, para, de imediato, confirmar que a conquista de duas medalhas seria “um bom resultado”.
Sobre o percurso da prova, o dirigente federativo assume ser “complicado”, mas, tal como Rui Câncio, lembra que “é igual para todos”. “Os mais rápidos, se calhar, vão tirar algum proveito, devido aos estreitamentos que vão fazer com que quem passe à frente ganhe dois barcos de vantagem. A prova vai ser diferente do habitual, pois não vão haver aqueles grupos a ir ali e a decidir ao longo das voltas. Penso que vai ser mais animado. Alguns vão sair beneficiados e espero que sejam alguns dos nossos”, resume Sérgio Ferreira.
O QUE DIZEM OS ATLETAS
José Ramalho
“Treinamos sempre para ganhar. Antes de chegar à medalha tão pretendida, tenho de, primeiro, correr pelas medalhas, pelo pódio. Esse é o primeiro objetivo e só depois lutar pelo tão desejado título de campeão do Mundo. É preciso muito trabalho, falta pouco tempo e acredito que vou estar a 100%. O circuito é diferente. É um pouco atípico em relação às provas normais de Maratona. Um circuito muito balizado por bóias ao longo do percurso. Parece-me que fica mais confuso, mas é igual para todos”.
Sérgio Maciel
“A expetativa é entrar para a água e dar o meu melhor. No caso da canoa, os atletas europeus são mais fortes. Estou a contar com os polacos, os húngaros e o ucraniano, que foi campeão europeu. Sobre o circuito, as dificuldades só existiram nos primeiros dias, quando lá treinámos. É verdade que estamos habituados a circuitos mais simples”.
Marco Oliveira
“O objectivo é trazer o ouro. Tenho muita vontade de ganhar. Fui convocado para o Mundial de Prado, mas a prova em que ia participar acabou por ser cancelada, devido à falta de países. É a primeira vez que vou estar num Campeonato do Mundo de Maratona. O circuito é uma questão de adaptação”.
Adriano Conceição
“A expetativa é deixar tudo na água, tentar ficar nos cinco primeiros e, depois, é ir até onde os braços aguentarem. É a primeira vez que vou estar num Mundial de Maratona. À primeira vista, o circuito é um bocado confuso, mas é só o primeiro impacto. Viemos mais cedo para nos habituarmos ao clima e às horas. Os adversários vão todos dar luta, não dá para subestimar ninguém”.
Tiago Henriques
“O ano passado estive em Prado, no Mundial de Maratona. Tenho andado a treinar mais pista e comecei há pouco tempo a treinar Maratona. As perspetivas são boas. Vou tentar uma medalha, mas vamos ver. No Prado, no meu primeiro ano de júnior, fui 7.º classificado. Não acho que o circuito seja confuso, é apenas diferente”.
João Silva
“Treinámos forte. Eu, o Gonçalo e o Ramalho estivemos a treinar juntos e a andar bem. A expetativa é ficar nos cinco primeiros. Quanto mais próximos das medalhas melhor. O ano passado competi no Mundial de Maratona do Prado. O circuito na China é meio estranho, mas temos de perceber o trajeto e seguir no grupo da frente”.
Gonçalo Garcia
“Em termos de lugar, temos o objetivo de chegar nos lugares da frente, talvez nos cinco, sete primeiros, mas quanto mais para cima melhor. A prova vive de momentos. Além dos europeus, os sul-africanos e os argentinos também têm muito potencial. Temos uma boa embarcação. Eu, o João Silva e o José Ramalho treinámos juntos nos últimos meses, o que foi muito bom. No ano passado, em Prado, eu e o Tiago Barreto fomos 18.º classificados em K2”.
PORTUGUESES EM PROVA
Quinta-feira (17 de outubro de 2019)
08h33 - C1 Júnior Masculino - 19 km
Marco Oliveira
11h50 - K1 Sénior Masculino - 3,4 km - Short Race
José Ramalho
12h45 - K1 Júnior Masculino - 22,6 km
Tiago Henriques
Sexta-feira (18 de outubro de 2019)
10h33 - C1 Sub-23 Masculino - 22,6 km
Sérgio Maciel
12h45 - K2 Juniores Masculinos - 22,6 km
João Silva/Gonçalo Garcia
14h45 - K1 Sub-23 Masculino - 26,2 km
Adriano Conceição
Sábado (19 de outubro de 2019)
15h00 - K1 Sénior Masculino - 29,8 km













