Divididos por duas salas, os 150 inscritos no Congresso Canoagem 2030 participaram em dois workshops destinados a debater as alterações regulamentares e o quadro competitivo nacional. Dirigentes, treinadores e atletas tiveram a oportunidade de defenderem os respetivos pontos de vista. No final, depois de uma profícua discussão, foi percetível a diferença de opinião em relação a estes dois temas fundamentais para o futuro da canoagem.

Na sessão de encerramento, Ricardo Machado confirmou que “o tempo dos workshops foi escasso”, com o vice-presidente da Federação Portuguesa de Canoagem a fazer notar “a discordância existente em muitos pontos”. Também Vítor Félix disse que “a discussão foi muito semelhante” nos dois workshops, com o presidente da Direção da Federação Portuguesa de Canoagem a apresentar “o calendário, os rankings e o afunilamento” como temas merecedores de profunda reflexão.

Em jeito de resumo, Ricardo Machado apresentou “a revitalização das associações regionais” como um dos pontos mais defendidos, lembrando que, atualmente, “falta esse elemento de ligação”. Os rankings nacionais, nomeadamente a separação na tentativa de valorizar algumas especialidades, e o afunilamento, com a atividade regional a ser encarada como uma possibilidade de afunilar para as provas nacionais, também foram debatidos. “Alguma coisa tem de ser feita”, concluiu o dirigente.

António José Correia, presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Canoagem, assinalou, na sessão de encerramento, a necessidade de “aprofundar a relação com as autarquias”, criando, por exemplo, o título de “Autarquia Amiga da Canoagem”. “Tenho grande orgulho nos agentes da canoagem, que têm dado projeção ao país. Quem assistiu ao congresso, saiu muito valorizado”, continuou, antes de concretizar: “Foi muito interessante o dia que tivemos aqui. Temos de encontrar mais momentos de reflexão”.