Vítor Félix fez “um balanço muito positivo” do Congresso Canoagem 2030, que encerrou, no sábado, em Aveiro, as comemorações dos 40 anos da Federação Portuguesa de Canoagem. De seguida, o presidente da Direção divulgou as razões do êxito. “Primeiro, pela quantidade de participantes, cerca de 150. Depois, pela qualidade das intervenções, pois foi muito positivo ouvir várias federações falarem sobre os modelos de financiamento que têm e sobre a organização das próprias federações”, disse.

O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem destacou, também, o debate em torno do desporto escolar. “Foi um tema muito debatido, nomeadamente a forma como podemos melhorar as parcerias entre os clubes de desporto federado e o desporto escolar”, expressou Vítor Félix, antes de frisar que “a relação com as empresas de turismo é algo que devemos aprofundar mais e ver como podemos estabelecer parcerias”.

Em relação aos workshops sobre as alterações regulamentares e o quadro competitivo nacional, o presidente federativo destacou o facto de terem sido “muito participados, com contributos muito válidos”. “Este é um processo que ainda não está fechado e continuamos a querer receber contributos”, prosseguiu, confirmando, então, a necessidade de avançar com alterações.

“A Federação vai ter de tomar algumas medidas já a curto prazo, mas há outras que só poderão ser concretizadas a médio/longo prazo”, transmitiu Vítor Félix, que logo lembrou que “estas mudanças não se fazem num dia, num ano, mas fazem-se ao longo de ciclos e de anos”. O debate mantido nos workshops revelou “preocupações semelhantes”.

Segundo o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, “a pertinência do ranking nacional, o calendário nacional muito condensado e a necessidade de estabelecer algum afunilamento para que só os melhores participem nas provas nacionais” foram as conclusões mais prementes retiradas dos dois workshops.

Sobre o Congresso Canoagem 2030, Vítor Félix disse que “em boa hora foi lançado o desafio de organizar este congresso”, com o presidente a “abrir portas” à realização de iniciativas do género no futuro. “Talvez podermos fazer este tipo de congressos anualmente, para que seja um espaço de debate de ideias entre todos os agentes da modalidade”, c