Com o objetivo de estar antecipadamente preparada para o possível regresso à “normalidade” do país, a Direção da Federação Portuguesa de Canoagem apresentou, na reunião realizada com os clubes por videoconferência, um documento que avança possíveis cenários a aplicar na época desportiva de 2020.

“Numa perspetiva mais otimista, apontamos a possibilidade de retomar o calendário competitivo em meados de julho de 2020”, expressou Vítor Félix, com o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem a sublinhar, mais do que uma vez, que “este é um cenário positivista, mas que está dependente das decisões da Direção-Geral da Saúde e do Governo”.

Até julho, a realização de 13 provas dos Campeonatos Nacionais, 13 de âmbito regional, três Taças de Portugal e três provas de interesse nacional terá sido suspensa, razão pela qual, realça a Federação, “será impossível cumprir, recuperar e organizar todos estes eventos, sendo necessário cancelar em definitivo algumas competições”.

Como tal, dentro da capacidade do calendário e dos fins de semana disponíveis, a Federação Portuguesa de Canoagem pretende realizar todos os Campeonatos Nacionais das diferentes disciplinas, no mínimo de uma prova por disciplina. O cancelamento de todas as Taças de Portugal ainda não realizadas, com exceção da Taça de Portugal de Tripulações (em conjunto com o Campeonato Nacional de Fundo), também foi apresentado.

O documento apresentado pela Direção da Federação Portuguesa de Canoagem aos clubes deu conta, também, do cancelamento de todos os campeonatos regionais, assumindo, igualmente, a importância de manter as Primeiras Pagaiadas, “por forma a não comprometer a fixação de novos atletas”.

“Queremos estar um passo à frente. Nesta reunião, quisemos ouvir também os clubes, porque percebemos que havia alguma ansiedade”, expressou Vítor Félix, com o presidente federativo a assumir a vontade de “tranquilizar os clubes e perspetivar a atividade, nomeadamente quando for possível arrancar”.

De forma a promover a maior igualdade possível entre todos os atletas, a Federação Portuguesa de Canoagem determinou que, “obrigatoriamente, será garantido o mínimo de quatro semanas de treino, após a possibilidade de os clubes retomarem as suas atividades”.