Antoine Launay vai representar Portugal no Campeonato da Europa de Slalom, que se realiza, entre os dias 18 e 20 de setembro, em Praga. Na capital da República Checa, o canoísta luso pretende chegar o mais longe possível na competição, razão pela qual transmite “a esperança de chegar à final e poder competir com os cinco primeiros colocados”. “Se conseguir trazer uma medalha para casa, ficarei muito feliz”, reforça.

Depois de garantir para Portugal a vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, entretanto adiados para 2021, após o 7.º lugar obtido na prova de K1 do Campeonato do Mundo de Slalom realizado em outubro de 2019, em La Seu d’Urgell (Espanha), Antoine Launay garante que, no Europeu deste ano, “o nível é muito alto”.

O canoísta luso apresenta a pandemia de Covid-19 como um fator que pode influenciar a classificação final do Campeonato da Europa. “Todos tivemos períodos diferentes de treino, desde o abrupto final da temporada em março”, sublinha Antoine Launay, que considera que, “antes de mais nada, voltar a competir é uma grande chance e uma vitória sobre a situação atual”, que, lembra, “está a condicionar o mundo todo”.

De forma a estar o mais adaptado possível à pista, o canoísta da Seleção Nacional treina há 15 dias em Praga. “Estou a treinar bem e a preparação para o Campeonato da Europa está a correr muito bem”, garante Antoine Launay, que logo referiu que “o Europeu é uma competição do mais alto nível mundial”, razão pela qual considera mesmo tratar-se de “uma prova com nível olímpico”.

Em julho passado, o canoísta da Seleção Nacional já tinha estado a treinar em Praga durante três semanas. Uma preparação que lhe permitiu “conhecer bem a pista”. “Agora, estamos a fazer os últimos ajustes ao nível da velocidade e é a última possibilidade de melhorar os aspetos técnicos”, resume Antoine Launay.

Inicialmente agendado para maio, em Londres, o Campeonato da Europa de Slalom acabou por ser alterado para Praga, devido à pandemia de Covid-19. “Tem sido um período triste, sem competição”, expressa o canoísta luso, antes mesmo de reafirmar a vontade de querer ir “buscar uma medalha” ao Japão, nos Jogos Olímpicos do próximo ano.