Antoine Launay está em Ljubljana, na Eslovénia, para competir na Taça do Mundo de Slalom, que decorre entre hoje sexta-feira (16 de outubro) e domingo (18 de outubro). O canoísta da Seleção Nacional pretende alcançar “um lugar entre os cinco primeiros e, se possível, subir ao pódio”. Contudo, admite que as condições encontradas na Eslovénia, país onde já está há 10 dias, “têm sido difíceis”.

“Aqui as condições climáticas estão muito complicadas, chove muito e o rio frequentemente transborda. É ótimo estar de volta a um curso seminatural. mas as condições de treino são claramente mais duras”, expressou Antoine Launay, que foi 12.º classificado no Campeonato da Europa de Slalom, realizado no passado mês de Setembro, em Praga, na República Checa.

Em virtude das dificuldades provocadas pela chuva intensa, a Federação Internacional de Canoagem (ICF) decidiu que, na sexta-feira, apenas será realizada uma manga de qualificação, com os 31 competidores a apurarem-se diretamente para as meias-finais agendadas para sábado. Para a final, também agendada para sábado, apuram-se 10 canoístas.

Segundo informação disponibilizada pelo website da ICF, na sexta-feira, o canoísta da Seleção Nacional compete às 15h02 (hora local, menos uma hora em Portugal). Com os 31 competidores assegurados nas meias-finais, Antoine Launay volta a entrar em ação no sábado, às 09h38 (hora local, menos uma hora em Portugal). A final está agendada também para sábado, a partir das 11h10 (hora local menos uma hora em Portugal).

Na Taça do Mundo da Eslovénia, em termos de ranking internacional, Antoine Launay apenas tem o esloveno Peter Kauzer melhor posicionado. “Há muitos países ausentes devido à Covid-19. Espero mesmo estar entre os cinco primeiros e, se possível, subir ao pódio”, afirmou o canoísta luso, que, entre a concorrência, destacou Kauzer por ser “duplo medalha olímpico e por competir em casa”. “Mas, no slalom, tudo é possível, pois as penalizações acontecem”, realçou.

Sobre a pista de Ljubljana, Antoine Launay considerou-a “muito exigente”, revelando que “a descida de partida é a parte mais impressionante, mas, desta vez, vamos começar por baixo”. “É muito difícil, para mim, saber as condições da competição e o meu nível de expetativa, porque há muita novidade desta vez”, reforçou.

“Estou feliz por voltar a competir, pois estou a precisar e a treinar para isso. Invisto muito do meu tempo, da minha energia, das minhas economias para competir e a Federação Portuguesa de Canoagem também. Portanto, encaro esta competição como uma nova experiência e uma nova oportunidade. Aconteça o que acontecer, esta competição não afetará a minha classificação em 2020”, expressou.

A presença de Antoine Launay na Taça do Mundo de Slalom da Eslovénia não começou nada bem. “O meu equipamento esteve bloqueado na Alemanha, por causa do avião ser muito pequeno”, revelou Antoine Launay, que esteve cinco dias à espera do kayak e da apresentação de uma solução por parte da companhia área para a entrega do material no destino final, já depois desta ter confirmado e cobrado o serviço.

Sem solução à vista, Antoine Launay, que garantiu a vaga para Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio, fruto do 7.º lugar alcançado na prova de K1 do Campeonato do Mundo de Slalom realizado em outubro de 2019, em La Seu d’Urgell (Espanha), foi obrigado a viajar de volta para Frankfurt para recuperar o kayak, tendo, posteriormente, conduzido perto de 1.000 quilómetros para poder competir na Taça do Mundo de Slalom da Eslovénia. De referir que “o barco esteve quatro dias no aeroporto sem que tivesse sido recolhido”.