Teresa Portela garantiu a presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, depois de, na manhã de hoje, no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho, ter terminado a seletiva nacional de K1 200 metros no 1.º lugar. Importa recordar que a canoísta do Benfica já tinha garantido, em agosto de 2019, em Szeged, na Hungria, a vaga para Portugal na prova de K1 200 metros, mas só hoje é que confirmou a presença no Japão.

Em Montemor-o-Velho, Teresa Portela contou com a oposição interna de Francisca Laia, Joana Vasconcelos, Márcia Aldeias e Maria Aquino de Oliveira em busca do melhor tempo, numa competição discutida ao milésimo de segundo. A canoísta de Esposende acabou por vencer a prova de K1 200 metros, com o registo de 42.158 segundos, deixando Francisca Laia (Clube Desportivo Os Patos) na 2.ª posição, com a marca de 42.278 segundos. O 3.º posto foi conquistado por Joana Vasconcelos, com o tempo de 42.648 segundos.

“Estou muito feliz”, revelou, no final da seletiva nacional, Teresa Portela, que logo acrescentou ter sido “uma espera horrorosa” até ter tido a possibilidade de defender a vaga olímpica que tinha alcançado em Szeged. “Qualifiquei em agosto de 2019 e toda a gente achava que a Teresa ia aos Jogos Olímpicos, mas só que não estava, porque, na verdade, é uma vaga para o país”, assinalou, antes de referir que a pandemia de Covid-19 “complicou bastante”.

Segundo a canoísta da Seleção Nacional, “foi uma espera enorme, de quase dois anos, sem saber o que iria acontecer”. “Estes últimos dias foram um stress, pois não sabia o que ia acontecer e só pensava se iria, ou não, qualificar-me”, expressou, antes mesmo de referir que “acreditava que tinha feito a parte mais difícil, que foi garantir a vaga no Mundial”. “Acho que, também por isso, mereço esta vaga para Tóquio”, defendeu.

Sobre a prova seletiva de hoje, Teresa Portela já estava à espera de “uma prova muito competitiva”, acrescentando que, «se assim não fosse, é que ia ficar muito admirada”. Após lembrar que, em 2020, tinha feito duas provas de K1 200 metros e tinha perdido com as mesmas adversárias, a canoísta da Seleção Nacional traçou o objetivo de vencer. “Queria ganhar, mas sabia se perdesse que ainda tinha outra oportunidade”, recordou.

Companheiras do K4, Teresa Portela, Francisca Laia e Joana Vasconcelos não esconderam a emoção no final da prova de hoje. “As minhas adversárias são um espetáculo e são atletas que admiro muito. Por elas, também consegui ganhar, porque puseram isto muito difícil”, confidenciou a canoísta de Esposende, que vai marcar presença nos Jogos Olímpicos pela quarta vez.

“Treinámos muito tempo juntas e damo-nos super bem. Termos estado este tempo todo separadas e ainda por cima sabendo que íamos competir umas contra as outras, não foi fácil. Tivemos de criar um afastamento para sentir a competição”, referiu, também, Teresa Portela, sublinhando que “uma prova é só uma prova”. “As nossas relações são muito mais importantes”, garantiu.

Questionada sobre os objetivos para Tóquio 2020, Teresa Portela transmitiu que “todos os Jogos Olímpicos são diferentes”. “Espero que sejam uns bons Jogos Olímpicos, espero que sejam os meus Jogos. Não sei o futuro e, por isso, vou aproveitar como se fossem os meus últimos”, concretizou a canoísta da Seleção Nacional.