Fernando Pimenta sagrou-se campeão do Mundo de K1 1000 metros, depois de bater o húngaro Balint Kopasz no Campeonato do Mundo de Velocidade de Canoagem e Paracanoagem, que decorre até domingo, em Copenhaga, dia em que Pimenta ainda vai lutar pelas medalhas na prova de K1 5000 metros.

Na Dinamarca, o canoísta da Seleção Nacional competiu na pista quatro e completou a prova em 3.25.82 minutos, superando o campeão olímpico, Balint Kopasz, por 67 centésimos. O bielorusso Aleh Yurenia conquistou a medalha de bronze, com mais 4.65 segundos do que o canoísta da Seleção Nacional.

Esta época, Fernando Pimenta foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e sagrou-se vice-campeão da Europa. Em Campeonatos do Mundo, em K1 1000 metros, o canoísta de Ponte de Lima foi campeão em 2018, em Montemor-o-Velho; vice-campeão em 2017, em Racice, na República Checa; e medalha de bronze em 2015, em Milão, em Itália, e em 2019, em Szeged, na Hungria.

Já com a medalha de ouro ao peito, Fernando Pimenta revelou, este sábado, que o título mundial “sabe muito bem”. “Esta fase de treinos, a seguir aos Jogos Olímpicos, foi muito complicada. No último mês e meio, foi um desgaste imenso e chegámos a ponderar não vir ao Mundial, porque estava muito cansado em termos físicos e psicológicos, mas valeu a pena todos os sacrifícios de estar longe da minha família e da minha filha”, afirmou.

“São dois títulos de campeão do Mundo em distância olímpica num ciclo olímpico de cinco anos”, sublinhou Fernando Pimenta, antes de se referir a Balint Kopasz. “O nível é muito próximo com o atleta húngaro. Uns dias ganha um, outros dias ganha o outro, sempre com outros atletas de grande nível na luta, que, num dia menos bom, podem meter-se entre nós os dois”, resumiu o campeão do Mundo.

Com “107 medalhas internacionais” no palmarés, Fernando Pimenta aproveitou para assinalar os “quatro títulos de campeão do Mundo” já alcançados. De referir que, além das duas medalhas de ouro em K1 1000 metros, o canoísta luso também já foi campeão do Mundo em K1 5000 metros por duas vezes: em 2018, em Montemor-o-Velho, e em 2017, em Racice, na República Checa.

Desafiado a estabelecer um pódio dos títulos já alcançados, Fernando Pimenta não teve dúvidas em considerar que “os dois títulos de campeão do Mundo conquistados em Portugal foram os momentos mais altos da minha carreira”, logo acrescentando que “este [conquistado na Dinamarca] também estaria no pódio”. “É fechar com chave de ouro um ciclo olímpico bastante exigente. Agora, é descansar um pouco, porque, amanhã [domingo], ainda há os 5000 metros”, concretizou.