A canoagem portuguesa tem alcançado, nos últimos anos, o reconhecimento internacional, tanto em termos de resultados desportivos, como no que diz respeito à organização de competições de nível mundial e europeu em Portugal, assumindo-se a Federação Portuguesa de Canoagem como uma mais-valia fundamental para a projeção e o desenvolvimento da modalidade.

No Congresso da Federação Internacional de Canoagem (ICF), realizado, entre os dias 4 e 6 de Novembro, em Roma (Itália), além da eleição do alemão Thomas Konietzko para presidente da ICF, que sucede no cargo ao espanhol Jose Perurena, que comandava a ICF desde 2008, os dirigentes portugueses também merecem ser destacados, uma vez que foram escolhidos para três órgãos da entidade que tutela a canoagem a nível mundial.

João Botelho, vice-presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, foi novamente integrado como membro da Comissão de Kayak-Polo da ICF, com o também vice-presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Sérgio Ferreira, a entrar para a Comissão de Maratona como adviser, órgão onde Portugal já esteve representado no passado, numa das especialidades na qual Portugal tem uma forte tradição e onde tem obtido dos seus melhores resultados internacionais.

Nota de realce, ainda, para a histórica escolha de um membro da Federação Portuguesa de Canoagem para a Comissão de Velocidade da ICF, depois de Ricardo Machado, vice-presidente da entidade que regula a canoagem a nível nacional, ter sido escolhido também para adviser. É a primeira vez que a canoagem portuguesa vai ter um representante numa comissão de uma especialidade olímpica.

Em Roma, na Assembleia-Geral eleitoral da ICF, Thomas Konietzko derrotou o russo Evgenii Arkhipov na luta pela presidência da ICF, tendo alcançado 94% do apoio dos delegados. Cecilia Farias (Argentina), Aijie Liu (China) e Lluis Rabaneda (Espanha) foram eleitos vice-presidentes da ICF, cargo ao qual também concorreu o português Mário Santos, antigo presidente da Federação Portuguesa de Canoagem.